Como Nico conheceu Morgan – Pt. III

Parte III – De Toledo à Detroit
Terminal de Ônibus de Detroit, 13h

Enfim, o tão temido momento onde seus caminhos separariam-se chegou. Nico não estava muito confortável com a perspectiva do adeus e Morgan não parecia melhor do que ele nesse sentido. Eles almoçaram juntos numa lanchonete perto da estação, conversando e fazendo piada sobre suas partidas de Mitomagia no ônibus. Cada vez que um assunto aproximava-se do fim, procuravam iniciar um novo, mas não podiam continuar com aquilo para sempre. Finalmente deixaram a lanchonete. O menino virou-se para sua companheira de viagem, mas ela foi mais rápida na despedida, abraçando-o.

– Boa sorte em sua busca. – a voz dela ressoava baixo, próxima ao ouvido de Nico, fazendo-o se arrepiar de leve, mas ela o soltou em seguida sem preceber isso, sorrindo – e se precisar de algo, já sabe.

E partiu, despedindo-se animadamente. Nico permaneceu parado alguns segundos, superando aquele excesso de informações. Quando finalmente colocou-se a caminho da Igreja de St. Anne percebeu um papel em seu bolso. Surpreso e curioso, desembrulhou. Ele não aquela caligrafia, mas era evidentemente de Morgan, informando o endereço onde buscaria seu livro e que ficaria na cidade até o anoitecer, quando faria o trajeto de volta a Nova York. Devolveu o bilhete ao bolso. Precisava se apressar até a igreja.

A Igreja de St. Anne parecia muito mais bonita ao vivo e durante o dia do que em seu sonho, durante a noite. Algumas pessoas transitavam pela praça a passeio e outras, mais apressadas, pareciam estar apenas de passagem. Ele concentrou-se nas memórias que tinha de seu sonho, pensando em possíveis dicas daquilo que buscava. Os locais que tinha visto em sonho ainda eram bem claros, mas lhe preocupava a grande quantidade de pessoas indo e vindo. A névoa sempre achava maneiras interessantes de enganar os mortais, mas um pouco de discrição e cuidado ainda eram necessárias. Também não seria simples acessar o altar da igreja com tantos frequentadores e fiéis. Decidiu esperar até mais tarde, depois da última missa, para começar a procurar aquilo que acreditava precisar. Ficou sentado num banco, afastado das outras pessoas, apenas esperando o tempo passar. Sentiu-se levemente sonolento depois de tanto tempo parado, tanto que pensou estar vendo coisas quando percebeu um grande vulto negro se formar próximo ao altar. Ele tornou-se cada vez mais nítido até tomar a forma de um enorme cão negro que seria exatamente igual à Sra. O’Leary se não fosse pelas orelhas lupinas e postura impecável enquanto estava sentado de costas para o altar, as pessoas indo e vindo como se ele não estivesse ali.

O jovem filho de Hades ainda não estava convencido sobre o grande animal ser real ou não, seus sentidos de semideus não gritavam como normalmente fariam na presença de um monstro hostil. O animal, claramente muito mais do que uma ilusão já que sua sombra estava projetada como o esperado no chão, começou a farejar o ar em busca de algo, voltando o focinho alongado na direção de Nico depois de alguns instantes. O menino então teve a confirmação sobre a existência ou não daquele animal atroz quando ele rosnou para Nico, assumindo uma posição de ataque, abrindo imensas asas de seus flancos. Asas! Um cão com asas! Ele saltou de seu assento, a espada de ferro negro em riste. Seus sentidos gritavam ante a hostilidade daquele que era o animal sagrado de Hécate, a deusa da Magia, dos mistérios e das encruzilhadas. As pessoas dentro da igreja continuavam seus afazeres como se nada daquilo estivesse acontecendo, também sem se importar com o rapaz correndo na direção da porta da igreja com uma espada. O lobo alado saltou e planou suavemente até parar de frente para o filho de Hades, no meio do corredor. Ele recolheu as asas calmamente. Nico conseguia sentir a respiração do animal.

– Olá, semideus. – ele falava sem mover os lábios com uma voz masculina rouca, antiga e firme – A que devo o desprazer de sua presença no solo sagrado de minha Senhora?
– Eu estou em uma busca. Você é o guardião daqui?
– Se eu sou o guardião? – ele fixou seus olhos cinzentos e gélidos no menino – Eu sou Sofos, o mais antigo e leal servo de Lady Hécate, filhote de Hades. Qual é sua busca?
– Eu… – ele suspirou, sentindo-se meio bobo – eu não sei. Meus sonhos me trouxeram até aqui. Eu estou buscando um caminho até as Portas da Morte.

O lobo ficou calado por um tempo, pensativo. Nico sentiu um vento gélido soprar quando ele mencionou as Portas da Morte. Segurou sua espada com mais firmeza na mão, imaginando o que viria a seguir. Não esperava os risos do Guardião.

– Que senso de humor mais pérfido minha Senhora tem. – ele riu; sua cauda abanava de um lado para o outro, divertido – Trazê-lo até aqui sem nem ao menos alertá-lo sobre o desafio. – o riso cessou e ele agitou as asas, aprumando-se – pois bem, filhote, ouça com atenção. O que você busca é um mapa. O mapa revela um caminho alternativo até seu objetivo. Mas você deve provar seu valor em um dos três desafios. Você pode escolher qualquer um deles, mas uma vez que o faça, não poderá alterar sua escolha.
– Como assim, caminho alternativo?
– Concentre-se em uma coisa de cada vez, filhote. Você ainda não escolheu seu desafio.

Nico tinha a terrível impressão de que Sofos estava se divertindo muito à suas custas. O lobo alado de fala polida tinha assumido um tom levemente zombeteiro em seu discurso, como certo de que o menino não seria capaz de transpor nenhum teste, independente daquele que fosse escolhido. Ele ainda agitava a cauda de um lado para o outro.

– E as pessoas que estão aqui?
– Os mortais? – ele falou aquela palavra com um tom próximo do desprezo – não são um problema para nós. Estamos ocultos pela Névoa…

Ele se levantou e se aproximou do menino, parecendo perceber algo. Sem aviso algum, começou a farejar o menino com seu grande nariz preto e molhado, tal qual um cão farejador de meia tonelada. Quando ele finalmente terminou, seus olhos prateados estavam ainda mais gélidos sobre o menino.

– Filhote, por que você está cheirando aos brownies da menina Titânia e à filhote Morgana?
– Ah, isso…? – ele franziu o celho, pensando porque aquilo era importante – Conheci a Morgan vindo pra cá, viajamos juntos.
– Ela está na cidade? – ele pareceu impressionado e feliz, dando-se conta de algo depois – espere, você disse juntos? Morgana jamais se envolveria com tipos como o seu. – ele disse a última palavra com um tom de desdém
– Se envolver comigo? Como assim? Nós só pegamos o mesmo trem juntos. Também ajudei a Morgan a prender a Empousa num círculo mágico no teto do trem, já que ela estava tentando nos matar…
– Só pegaram o mesmo trem juntos… hmpf… Não faça pouco caso da companhia de Morgana! Ela é muito mais do que um filhote do submundo como você merece!
– Você quer fazer o favor de se decidir?!
– Eu decido que não gosto de você, filhote do submundo! Vamos acabar logo com isso!

Ele atacou o menino com as patas dianteiras, que se esquivou, chocando-se contra uma fileira de bancos da igreja. Sentindo o corpo protestar contra o baque ele se levantou e correu para fora da igreja, em direção à praça. Por mais que Sofos tivesse dito que a névoa encobriria tudo acerca dos dois, ele não tinha certeza sobre como o combate poderia afetar os frequentadores. Ele ouvia o grande guardião correndo em seu encalço, sentia o peso dos olhos de caçador do lobo em sua nuca conforme seus sentidos diziam-lhe para onde e o momento certo de esquivar das investidas do animal. Se a igreja era solo sagrado de Hecate ele precisava se afastar o máximo possível para poder invocar seus esqueletos como reforço. Quando ele finalmente irrompeu através das portas duplas de madeira, o sol alto e brilhante ofuscando levemente sua visão, até então habituada com a luz suave da nave principal da igreja, sentiu um feitiço passar zunindo por seu ouvido.
Ótimo… ele também é um feiticeiro. Realmente ótimo!” Ele ganhou espaço, concentrando-se para invocar o maior número de reforços que pudesse. Homens e mulheres com trajes coloniais ergueram-se do solo com forcados e outras armas rudimentares. A vantagem de se lutar ao lado de uma igreja antiga era a que, no passado, era hábito realizar funerais e enterros em terrenos adjacentes, então sempre haviam muitas almas dispostas a ajudar um filho de Hades naqueles locais. O menino distribuiu algumas ordens, procurando ganhar tempo e descobrir o que mais Sofos podia fazer. Havia algumas árvores por perto, bancos de praça, lixeiras públicas, postes de luz e outros elementos típicos da paisagem urbana. Ele começou a formular um plano, bem em tempo de ver um pequeno grupo de mortos-vivos desintegrar depois de serem atingidos por uma bola de fogo.

– É por isso que eu odeio filhos do submundo como você! Cheios de invocações de mortos-vivos e outros artifícios baratos de distração!! Honre suas calças e lute de frente comigo!
– Atualmente eu só fico frente a frente com seu pescoço. Mas se você encolhesse um pouco, quem sabe?

O guardião demonstrou seu desprezo pelas palavras do menino partindo um colono ao meio, com as presas. Olhando pelo lado positivo da coisa, eles já estavam mortos mesmo, então não sentiriam nada do que Sofos estava fazendo. Organizou um ataque com um segundo grupo de zumbis enquanto seguia para uma outra posição com um terceiro grupo. O guardião fazia bem por merecer seu título, já que estava atacando, defendendo-se e lançando magias incansavelmente a algum tempo. O guardião demonstrou seu desprezo pelas palavras do menino partindo um colono ao meio, com as presas. Olhando pelo lado positivo da coisa, eles já estavam mortos mesmo, então não sentiriam nada do que Sofos estava fazendo. Organizou um ataque com um segundo grupo de zumbis enquanto seguia para uma outra posição com um terceiro grupo. O guardião fazia bem por merecer seu título, já que estava atacando, defendendo-se e lançando magias incansavelmente a algum tempo. Nico sentia o olhar do lobo seguindo-o por entre as árvores. A presença da criatura era opressiva e perseguidora. O menino correu até um bolsão entre as árvores, com mais alguns bancos. Ele ouvia o lobo aproximando-se com cautela pelo caminho entre as árvores. Também podia ouví-lo arfar.

– O que foi filhote… já ficou sem artifícios baratos…? Esperava mais energia e determinação de você.
– Obrigado, eu acho. – ele respondeu, ainda sem conseguir distinguir o lobo do caminho cheio de sombra de árvores – espero não continuar te decepcionando então.
– Não se sinta mal, filhote, mas isso é algo próximo do impossível.
– Será? Agora!!

Ao comando de Nico, o segundo grupo de zumbis saltou sobre Sofos vindos das árvores. O lobo quase pareceu ceder ao peso dos corpos em suas costas mas, com um abrir de asas preciso e majestoso, ele foi capaz de jogar os corpos para longe de si, prosseguindo em sua caminhada.

– Sério filhote? Era esse o seu grande plano?
– É difícil impressionar um cara como você, huh? – ele girou a espada de Ferro Estige na mão habilmente – pronto para aquele combate frente a frente que você queria?
– Filhote, agora você está falando como um verdadeiro caçador. É uma pena que hoje será a caça.

O menino não respondeu, apenas esperando pela investida do guardião, procurando manter-se concentrado naquilo que tinha aprendido com Morgan menos de um dia antes. As palavras da feiticeira ainda estavam em sua mente: “Para enganar a visão dos outros com a Névoa só é preciso ser um bom mentiroso. Sinta a Névoa a seu redor, concentre-se naquilo que você quer que a outra pessoa veja. A parte mais difícil é se convencer de que aquilo é a Verdade. Uma vez que você acredite piamente em sua nova Verdade, os olhos dos outros acreditarão também.” Obviamente era algo mais simples de se explicar do que de se fazer, mas o rapaz acreditava estar no caminho certo.
Sofos saltou, como previsto, em direção à clareira num ataque direto. Nico recuou, sorrindo quando percebeu o enorme lobo cair em sua armadilha de cordas, os zumbis do terceiro grupo trabalhando frenética e eficientemente para prender o guardião ao chão, agora atônito. O filho de Hades sorriu discretamente, encarando Sofos.

– Impressionante o bastante pra você?
– Filhote… você ocultou as cordas com a Névoa! – a voz dele soava abafada, por causa das cordas que lhe prendiam o focinho – Onde aprendeu isso?
– A Morgan me ensinou um truque ou dois, segundo ela mesma. Acho que você pode dizer que eu venci o desafio, seja qual for.
– Ahh, minha doce Morgana, ensinando as antigas artes para… para… filhotes do submundo! Até onde ela pretende ir para me deixar desgostoso…? – ele ganiu, num lamento
– Eu não sei sobre as intenções dela. Mas eu sei que você me deve um mapa.
– Que seja, filhote. Você sobreviveu à luta, eu honrarei com meu dever de guardião. O mapa que você procura está atrás do altar. Revele-o dizendo Gimb.
Gimb?
– Sim.

Nico agradeceu a ajuda dos zumbis, dispensando-os de volta a seu descanso. Refez o caminho até a igreja com pressa, percebendo que logo o sol iria se pôr. Com sorte, conseguiria encontrar Morgan à tempo de retornarem juntos para Nova York.

A fachada da loja Sairina Hauda era simples e convidativa. A vitrine era ampla e tinha diversos livros, velas, incensos, caldeirões e ervas secas expostos, muito bem organizados. A porta era pintada de vermelho e envidraçada, revelando um corredor estreito com pilhas de livros e quinquilharias diversas. Uma placa na porta dizia “fechado”, embora o menino pudesse ver uma sombra feminina abaixada perto do balcão. Decidiu arriscar, batendo na porta. Uma mulher de cabelos castanhos ligeiramente avermelhados levantou-se, surpresa. Vestia uma bata creme de meia manga, presa de maneira displicente com um cinto largo em sua cintura. A saia vinho era longa e drapeada em camadas, conferindo-lhe um ar jovial e ao mesmo tempo materno. Com rapidez e leveza ela caminhou até a porta, abrindo-a:

– Olá, em quê posso ajudar? – ela sorriu; quando a porta se abriu, Nico percebeu sua roupa amarrotada e o cabelo com folhas das árvores presos nele, ajeitando-se rapidamente; a mulher soltou um risinho
– Hm, oi. Eu estou procurando uma pessoa que passou aqui hoje… uma moça de cabelo preto, olhos verdes, mais ou menos dessa altura… – ele fez um gesto com a mão, sendo interrompido
– Ah, você deve estar falando da Morgana! – ela bateu uma palma – Querido, você não sabe como eu fico feliz que você tenha aparecido. Seu nome é Nico, certo?
– S-sim. – ele parecia surpreso
– Entre, entre. – ela deu passagem para ele – Morgana e eu conversamos a tarde toda sobre diversas coisas, ela me falou muito sobre você também.
– Falou? – ele seguia a mulher pela loja, que sentou-se numa mesa coberta com uma toalha púrpura, cheia de desenhos dourados, indicando-lhe o assento oposto para o menino
– Oh sim, sim. Coisas de menina. – ela alargou o sorriso – Bem, meu nome é Madelaine Bloodheart. Algumas pessoas me chamam de Madame Bloodheart, embora eu prefira que me chamem de Madelaine. Mas, como pode-se esperar, Madame Bloodheart é um nome que faz bem para os negócios. Enfim, eu divaguei um pouco querido, desculpe.
– Sem problemas. – ele deu de ombros; Morgan já tinha ido embora, não havia motivo algum para pressa
– Como eu disse, Morgana esteve aqui. Ela foi embora a mais ou menos uma hora agora. – ela serviu café para os dois em xícaras de porcelana fina, ornamentada com fios de ouro

O menino encarou o conteúdo da xícara por algum tempo, pensando se beberia ou não. Madalaine era uma mulher jovem, exatamente no começo dos primeiros sinais das marcas de expressão que levaria para a velhice. O menino não sentia nenhuma intenção ruim vindo dela, mas crescer como um semideus fazia com que você se tornasse naturalmente mais descrente dos outros e de suas intenções. Ela, por sua vez, não parecia se incomodar com aquilo.

– Assim que ela saiu, senti que deveria jogar o baralho para ela. – ela indicou o monte de cartas de tarot sobre a mesa, bebendo seu café de uma vez e então observando o fundo da xícara por algum tempo – o prognóstico não foi muito positivo.
– Como assim? – ele franziu o celho
– Ela terá problemas em seu retorno. – ela indicou a carta Roda da Fortuna, invertida – parece relacionado com o livro que ela levou daqui hoje. – mais uma carta, dessa vez O Mago, também de cabeça para baixo – estou preocupada. Eu posso ver através das linhas do destino e ver aonde o atual caminho de uma pessoa a levará, mas eu não posso mudar nada. Se você puder fazer algo, vá em seu socorro, por favor.

Ela segurou as mãos de Nico entre as suas, encarando-o com preocupação no olhar. Ele sentiu o calor acolhedor e terno das mãos da mulher. Ela não parecia estar mentindo.

– Eu irei encontrá-la, pode deixar.
– Muito obrigada. – ela sorriu, mais tranquila, estendendo a xícara intocada para Nico – agora beba.
– O quê?
– O café, beba.

Ele obedeceu.
O café tinha um sabor amargo bem acentuado e o menino podia sentir parte do pó de café espessando o líquido. Quando ele terminou, Madalaine tirou a xícara de sua mão e a tampou com o pires, agitando a xícara em círculos algumas vezes. Destampou, observando a xícara por algum tempo. Depois, observou o pires, que tinha ficado sujo com a borra de café. Os olhos azuis escuros da mulher refletiram a luz amarelada das luzes da loja de uma maneira misteriosa.

– Seu caminho será tranquilo e você terá êxito na missão que surge diante de você agora. – a voz dela continuava doce como antes, mas agora estava mais firme, quase como se não fosse a voz de Madelaine – Porém, um caminho ainda mais complicado surgirá diante de você depois. Tome cuidado e confie em seus amigos.
– Vou me lembrar disso. Obrigado. – ele se levantou, dirigindo-se para a porta
– Cuide-se.

A porta vermelha se fechou atrás do menino, que agora corria na direção do terminal de ônibus. Morgan devia ter mais de cinco horas de dianteira agora. Com sorte, já estaria embarcando no trem em direção a Nova York, ou prestes a fazê-lo. Ele procurou uma parte menos movimentada do terminal, olhando para os lados antes de chamar a Sra. O’Leary. O cão infernal do tamanho de um tanque (e tão forte quanto um) apareceu alegremente, segundos depois, fazendo festa para o filho de Hades. Ele coçou o focinho do animal, também contente em revê-la. Estava pensando como poderia encontrar Morgan quando se lembrou do comentário do Sofos sobre o cheiro dos brownies. Revirou a mochila atrás do pote que tinha ficado com ele, fazendo com que o cão infernal farejasse os bolinhos. Ela abanou o rabo, obviamente pensando que se tratava de um lanchinho noturno, mas o menino tirou o pote de seu alcance bem a tempo.

– Calma garota. Antes preciso que você encontre a outra pessoa com esse cheiro. Será que você pode fazer isso?

Ela latiu animadamente, fazendo as janelas próximas estremecerem. O filho de Hades montou a Sra. O’Leary, afundando as mãos em seu pêlo denso para se segurar. Ela farejou o chão algumas vezes, em círculos, até virar-se e começar a correr na direção da estrada que levava até Toledo. Viajar num cão infernal não era exatamente um exemplo de conforto, mas era muito eficiente e rápido.
Passou correndo pela estação de Toledo, constatando que o trem que seguia para Nova York tinha saído às 17h. A Sra. O’Leary uivou e voltou a correr, tentando acompanhar a linha do trem. Naquele momento, o filho de Hades apenas torcia para que o problema não acontecesse durante a viagem, ou não seria capaz de chegar a tempo.

————————–
Finalmente, com o item em mãos, Nico pode seguir com sua missão.
Porém, o pedido de Madelaine mexe com o menino e ele decide desviar seu caminho.
Será que ele chegará a tempo?
E que ameaça seria essa?

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