Como Nico conheceu Morgan – Pt. IV

Parte IV – Nova York
Estação da Rua 86, 23h40h

Morgan ajeitou o cachecol e a bolsa do violão no ombro quando deixou a estação de metrô, apressando o passo. A noite estava fria o bastante para fazer com que ela pensasse em comprar uma meia-calça mais grossa para usar junto com seu short jeans preto e surrado. Ainda havia algum movimento nas ruas e alguns policiais iam e vinham entre o fluxo de transeuntes, o que a tranquilizava. A última coisa da qual era precisava era de um trombadinha mortal para lhe importunar. Seguiu até o ponto de encontro combinado anteriormente com seu contato e esperou. Odiava estar adiantada. Apesar disso, a noite sempre lhe agradara, e esta era uma noite especialmente bonita, o céu urbano tão limpo quanto poderia estar. Ela se recordou da paisagem mais rural que avistara durante a sua viagem, lembrando-se das estrelas e do céu infinitamente mais limpo com um quê saudoso. Fazia apenas algumas horas desde que deixara tudo aquilo para trás, mas já sentia falta.

A lua estava bem alta no céu, indicando a meia-noite. Um funcionário do parque passou, avisando que logo fechariam os portões e ela apenas acenou, em concordância. Mecanicamente, seus dedos gelados percorriam as ranhuras e relevos do embrulho que Madelaine Bloodheart tinha feito com cuidado para o livro, enquanto seus olhos vasculhavam os arredores em busca de uma figura conhecida. Todos os seus sentidos estavam alertas. Ela sabia que era errado entregar um livro como aquele para uma pessoa que não lhe inspirava confiança alguma, mas aquele tinha sido o acordo e ela cumpriria com sua parte em nome de seu pai. Ela suspirou, cansada da viagem, quando avistou uma pessoa pelo canto do olho. O manto azul e a cabeça raspada eram inconfundíveis. Continuar a ler

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Como Nico conheceu Morgan – Pt. I

De Nova York à Toledo
Nova York, Albany Station, 20h

Nico di Angelo emergiu de uma sombra na estação. O fluxo de mortais não era grande naquela parte do terminal de trens, então ele não estava preocupado se havia sido visto ou não. Desde que ele havia começado sua busca pelas Portas da Morte, alguns meses antes, de tempos em tempos o garoto retornava ao mundo humano para descansar um pouco de sua missão solitária. O tempo passava e ele começava a ficar sem absolutamente nenhuma ideia dos locais onde poderia procurar, o que o deixava preocupado. Havia poucos lugares onde ele ainda não havia buscado e as opções restantes não eram animadoras.

Ele se encaminhava para a saída da estação quando, por cima das conversas das pessoas, passos indo e vindo, rodinhas de malas rodando pelo piso e anúncios nos autofalantes sobre os horários, chegas e partidas dos trens, ele teve a impressão de ouvir uma melodia. Começou baixa e meio tímida, mas começou a ganhar volume gradativamente, conforme o rapaz aproximava-se da fonte para ver o que grande parte da estação havia parado para ver também. Ali, com um violão cor de mogno pendurado numa bandoleira, uma menina se apresentava, o estojo do violão aberto no chão, provavelmente para receber gorjetas. Quando ela começou a cantar, era como ouvir a voz das próprias ninfas, doce e suave, mas havia uma nota profunda de melancolia nas pausas da música. Os cabelos pretos e brilhantes estavam soltos por baixo da boina de lã, e algumas mechas caíam-lhe sobre os ombros conforme ela se movia. Um casaco preto, também de lã, escorregava um pouco de um dos ombros, ficando mais baixo que o outro lado, junto com as mangas que por pouco não lhe cobriam os dedos, conferindo-lhe um charme assimétrico e descuidado, reforçado pelos coturnos surrados e o cachecol comprido. Enfim, quando a música terminou, ela fez uma mesura rápida, quase perdendo os óculos prateados de aro fino, rapidamente ajeitando-o com uma das mãos. Seu talento fora largamente recompensado pelas pessoas, que logo voltaram às suas rotinas, como se aquela música jamais tivesse passado-lhes pelos ouvidos, mas aquilo não pareceu incomodar a menina, que se colocara a arrumar suas coisas. Nico estava atônito, o único que não saíra de seu lugar ainda.
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Casa de Hades – Capítulo VIII – Nico

Poucas coisas haviam deixado Nico sem fôlego em sua vida; a morte de Bianca, ficar preso dentro de uma ânfora por uma semana e agora ele podia acrescentar à lista em formação: “presenciar uma luta entre dois semideuses no meio de uma tempestade”. Um misto de admiração e apreensão tomaram conta do menino quando Morgan partira para cima de Jason com todas as suas forças, olhos fixos no filho de Júpiter como os olhos de um predador. Curiosamente aquela Morgan lhe lembrava muito pouco da Morgan que conhecera e ajudara a combater na Grand Central Station, muitos meses antes, mas ele não tinha dúvidas de que poderia confiar fortemente em alguém que defendia suas causas com tamanho empenho e ferocidade.

Ela conversava com Leo agora, e cuidava do machucado na perna, sentada no convés do Argus II. Nico tinha recuperado a espingarda de cano cerrado da filha de Hecate e agora se dirigia até a dupla, para devolvê-la. Morgan balançava-se, sentada, provavelmente tentando espantar a dor, mas incrivelmente conseguiu sorrir quando percebeu Nico por perto, exatamente da maneira que a vira sorrir diversas vezes antes.

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A Casa de Hades – Capitulo VII – Morgan

Horas antes, quando Morgan tinha saído para verificar quais pontos utilizaria na barreira mágica do acampamento, ela percebeu uma perturbação anormal na direção do vento. Se ela ainda se lembrava bem de seus treinos com sua mestra, aquilo significava que os espíritos da natureza estavam se movendo, embora ela não soubesse para onde ou para quê. Quando ela voltou para o acampamento os ânimos não eram os melhores, mas também pudera, com aquela tempestade toda caindo sem parar. Ela achou melhor não fazer perguntas desnecessárias, e quando Leo pediu a todos que ajudassem a consertar o convés, ela o fez sem questionar a pressa repentina.

E agora ela estava com sua espingarda de cano cerrado com a munição não letal de borracha apontada na direção do rosto de Jason Grace, o pretor bully, exigindo que ele retirasse as ofensas contra seus irmãos naquele instante, ou ela estaria disposta a colocar “não letal” à prova, com tiros a queima roupa. Continuar a ler

Todo mundo simbora pro Acampamento Meio-Sangue!

Salve galera! Vim aqui pra mostrar uma notícia muito interessante que foi postada no blog do Rick Riordan essa semana sobre um local que não esperava descobrir: um Acampamento Meio-Sangue dentro dos EUA! Isso mesmo, o Camp Half-Blood Austin fica localizado em Austin, Texas, e foi criado em 2006 por Topher Bradfield, que executou a ideia depois de um grupo de fãs do Percy Jackson perguntar a ele: “Não seria ir para o Acampamento Meio-Sangue de verdade?”. Uma vez que seus filhos e ele próprio se tornaram grandes fãs dessa grande saga que é Percy Jackson, ele baseou o ambiente do Acampamento na descrição dos livros nas áreas mais importantes (o que já é um negócio sensacional, vamos combinar) sem copiar os livros. A missão desse projeto segundo Bradfield é estimular as crianças a ler mais e mantê-las interessadas na leitura. É um projeto sensacional, sem falar que é muito, mas muito foda xD Confiram as fotos!

Semideuses dos acampamentos numa disputa de arquearia.